A coragem de Adriana Lins. Juíza de Cajazeiras é contra o Bolsa Família e diz por que | Polêmica Paraíba

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A coragem de Adriana Lins. Juíza de Cajazeiras é contra o Bolsa Família e diz por que

Apenas a título de esclarecimento, aos que respeitam opiniões contrárias, e apenas a esses, é que escrevo agora.

Fui alvo de críticas e agressões acerca de minha opinião avessa ao Bolsa Família, programa criado pelo Governo Federal há 10 anos.

Grande parte optou por uma justificativa simplista: “ é rica, juíza, elite, fala porque nunca passou necessidades, nunca passou fome…”.

Pronto, essa justificativa encerra a questão e resolve o problema. É uma idiota que nada sabe sobre a vida.

Apenas a título de informação saibam que não sou rica, nunca fui e nunca serei. Meu salário é bom, e com ele, se Deus quiser, nunca passarei fome nem necessidade, mas lutei por ele, e como lutei. Sofri, estudei, trabalhei e lutei, repita-se. Mas isso é uma outra história que em outro momento, se interessar a alguém, posso contar.

Contudo, existem outros motivos que levam as pessoas a formarem suas opiniões que não necessariamente as suas condições financeiras.

Nunca passei fome, graças a Deus e ao trabalho de meus pais, mas da mesma forma que nunca faltou, também nunca sobrou.

Trabalho desde os 18 anos de idade, quando me submeti a concurso público e fui ser funcionária pública, trabalhar oito horas diárias e ganhar menos do que um salário mínimo, apesar da Constituição Federal já vedar tal conduta. Mas como já disse, isso é uma outra história.

O final de semana passado retrata exatamente um dos fatores que me levam a formar a opinião que tenho.

Um simples “boato” de que o Bolsa Família iria acabar foi suficiente para causar um caos em várias agências da Caixa Econômica Federal. Uma pessoa me disse que teve que pedir dinheiro emprestado para sair do seu sítio para receber o bolsa família que “ía acabar”…
A pergunta é: de que viveriam essas pessoas se o bolsa família acabasse?

A minha resposta: passariam ainda mais fome do que tinham quando começaram a recebê-lo.

E sabem porque? Porque agora, com a certeza do “benefício”, não se propõem mais a trabalhar, ou estudar ou se profissionalizar. Enfim. Estão escravizados.

É a isso que me oponho.

Quando esse programa foi implantado a situação das pessoas era caótica, lastimável.
Essas pessoas estão sendo tratadas como inúteis, incpazes. A partir do momento em que se implanta um programa de assistência sem uma política paralela de reestruturação, capacitação para restabelecimento de condições de trabalho, auto sustento, enfim, de independência, ou se considera que essas pessoas não tem capacidade para tanto ou não se está querendo ajudar, mas tão somente escravizar. É no que acredito.

A ONU, embora elogie o programa, critica o assistencialismo e o apelo político que ele gera. Segundo essa Organização o programa rendeu muita popularidade e votos, mas as desigualdades continuam elevadas com pequenos progressos.

Como programa de caráter EMERGENCIAL, o Bolsa Família foi importante, mas onde está a inclusão socieconômica sustentável das populações?

O saudoso Luiz Gonzaga já dizia em uma de suas canções, de composição com Zé Dantas: “Seu Doutor uma esmola para o homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão…”. É nisso que acredito muito antes de me tornar Juíza.

A Coordenadora do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil afirmou que da forma como o programa funciona, não tem sido útil para identificar e retirar as crianças do trabalho e que esse programa não tem impacto nenhum na redução do trabalho infantil.

Vejam a entrevista de Frei Beto ( que não é juiz), um dos líderes do Fome Zero e me digam o que acham.

O programa existe há 10 anos e pouquíssimo foi mudado na vida dessas pessoas. O que foi feito de efetivo para reestruturar essas famílias?

Visitem as casas dessas pessoas e me digam o quanto mudou!

Enquanto apresentam índices de redução de evasão escolar, em razão do Bolsa Escola, os adolescentes que passam pela Vara que ocupo não sabem a data de seus nascimentos, não sabem o seu nome completo, não sabem o nome de seus pais e, pasmem, não tem a menor ideia de seus endereços.

Que noção de civilidade esses meninos tem? Esses mesmos meninos que estão querendo jogar na prisão!?!

Quem ou que vai dar essa noção de civilidade senão um programa sério de educação, capacitação, dignificação das pessoas? Bolsa família não dignifica. Escraviza. É o que acho.
As pessoas se tornam escravas da vontade política e não formadoras dessa vontade. E isso para mim é um faz de conta sim.

Não disse que a Presidente era um faz de conta. Disse que o Brasil é um País de faz de conta.
Defender a redução da maioridade penal é um exemplo disso. Defender a pena de morte também. Fazem de conta que isso vai resolver a criminalidade e não vai. Da mesma forma que fazem de conta que cumprem o ECA, que existe há mais de vinte anos, e não cumprem. Nunca cumpriram.

Como eu posso cobrar de alguém a quem eu nunca dei a chance???

As pessoas não podem viver de esmolas. Precisam aprender a andar com as próprias pernas e precisam saber que isso é responsabilidade delas também.

É dever dos Governos Federal, Estadual e Municipal oferecer essas condições e dos cidadãos escolher uma delas e seguir suas vidas com a dignidade que cada profissão oferece, porque todas a tem.

Vejo mulheres jovens e saudáveis pedindo dinheiro nas ruas. Cada uma com seus três ou quatro filhos. Mas nenhuma pede um emprego. Porque?

Os senhores tem ideia de quantos cartões desse programa estão nas famosas “Bocas de fumo”?

Vejo homens jovens e saudáveis nas portas dos bares ou papeando nas esquinas em pleno dia da semana. Porque não estão trabalhando?

Qual o trabalho que as políticas públicas oferecem ou a capacitação?

É certo que existem alguns programas profissionalizantes. Mas são tímidos, limitados, e não recebem a milésima parte do investimento que o programa de “caridade” gasta.
A quê isso vai nos levar, senhores? A quê nos levou até agora? Como estão essas pessoas? Sem fome? Tem certeza que R$ 130,00 (cento e trinta reais) realmente mata essa fome?
Não sou contra partido político algum. Sou contra políticas públicas inúteis e danosas ao futuro da nossa Nação. Sou e serei sempre.

É a minha opinião senhores. Respeitem. Discordem, mas respeitem. E não sejam tão simplistas assim. As coisas não são simples e não podem ser “explicadas” dessa forma principalmente por quem não me conhece.

O homem precisa ser dignificado e não escravizado.
As pessoas continuam sofrendo com a seca absolutamente TODOS OS ANOS HÁ DÉCADAS. E o que foi feito de política de irrigação, de política que permaneça que se perpetue e que de fato transforme a vida do sertanejo?

É contra isso que sou. Sou Nordestina com muito orgulho e me sinto humilhada com notícias como as que passaram no Jornal Nacional com pessoas “famintas” na porta do Banco para receberem suas migalhas.

Não precisamos disso. Somos inteligentes e capazes. Temos força e vontade de trabalhar. Só precisamos de oportunidades e onde elas estão? Onde está a água das chuvas do ano passado?

Bem. Não sei se melhorei muito a situação. Mas não foi essa a minha intenção. Precisava apenas explicar os meus motivos.

Aos que me criticaram com decência, fico com as críticas para refletir sobre elas na construção de minhas opiniões futuras.

Aos que apenas me agrediram, fico com a dor que me causaram e com o consolo de que o tempo cura quase tudo.

Aos que perderam alguns minutos de suas vidas para lerem essa minha resposta. Agradeço a atenção.

A todos. Reafirmo. Esta é a minha opinião. Não a de uma Juíza, mas a de uma mulher que quer muito mais do que esmolas para o cidadão brasileiro e, principalmente, para os jovens adolescentes.

Que Deus esteja conosco!
Cajazeiras – PB, 26 de maio de 2013.

Adriana Lins de Oliveira Bezerra
Juíza de Direito, Eleitora e Cidadã

 

NOTA DA CAIXA

A Caixa Econômica Federal afirma que não há qualquer relação entre a movimentação verificada a partir das 13 horas de sábado (18), em alguns estados (13 estados no total), e a flexibilização do saque do benefício do Bolsa Família fora da data prevista no calendário de pagamentos do Programa. Ao contrário, o fato de o calendário estar liberado evitou um problema maior caso as famílias não tivessem acesso ao seu benefício.

Diante dos acontecimentos do fim de semana, a preocupação do banco naquele momento era transmitir segurança e tranquilidade aos beneficiários de que os pagamentos estavam assegurados, além de evitar quaisquer outros fatos que provocassem o surgimento de novos tumultos, principalmente em razão das consequências danosas dos boatos. A partir de segunda-feira (20), o pagamento foi normalizado em todos os estados.

A CAIXA faz a gestão do programa Bolsa Família há dez anos. Em 2012, o banco realizou 156,1 milhões de pagamentos de benefícios do Programa, no valor de R$ 20,2 bilhões. No primeiro quadrimestre de 2013, foram pagos 52,2 milhões de benefícios, no valor de R$ 7,6 bilhões.

Em março deste ano, foi implantado o novo Cadastro de Informações Sociais, que conta com cerca de 200 milhões de número de inscrições, com o objetivo de aprimorar o sistema e controles.

Nesse processo, aproximadamente 700 mil beneficiários tiveram seu NIS (Número de Inscrição) unificado, fazendo com que aqueles que tivessem mais de um número de inscrição passassem a ter apenas um, valendo o NIS mais antigo.

Para garantir que esses beneficiários não estivessem impedidos de buscar os seus benefícios nas datas que usualmente tinham por referência, considerando o número que prevaleceu, foram adotas medidas operacionais de atendimento e acompanhamento dos saques.

As medidas adotadas visaram assegurar o pagamento aos beneficiários por meio dos cartões que já possuem, garantindo a facilidade do acesso do benefício às famílias. O comportamento das famílias observado ao longo de dez anos de gestão do Programa é de busca do pagamento do benefício na data do calendário.

Assim, foi implementada a flexibilização, provisória e temporária, para o início do calendário da folha do mês de maio, tendo como determinante o comportamento histórico da procura pelo saque dos benefícios e, principalmente, a premissa de sempre e necessariamente assegurar o acesso ao Bolsa Família, já que o Programa tem entre suas finalidades a transferência de renda para promoção do alívio imediato da pobreza.

Considerando que as condições de saque do programa são conhecidas pelos beneficiários, inclusive quanto à validade de 90 dias das parcelas mensais do Programa e que existe um comportamento habitual de procura mensal pelo benefício, no qual 20% a 30% das famílias não buscam o benefício na data prevista, não houve divulgação das medidas adotadas.

Tanto é assim, que não houve alteração da quantidade histórica de pagamento. Na sexta-feira (17), o volume de saques foi inclusive inferior ao mesmo período do mês anterior, com um total de 649 mil saques. Em abril de 2013, foram realizados 852 mil saques no primeiro dia do calendário. Portanto, os dados atestam a normalidade dos pagamentos realizados durante toda a sexta-feira (17) e também na manhã do sábado (18) em todos estados do país.

Somente em torno das 13 horas do sábado (18) é que se verifica o início da anormalidade de saques particularmente em alguns estados, quando também começaram a circular notícias sobre os boatos em relação ao Bolsa Família. Os demais estados mantiveram a normalidade dos pagamentos.

Os dados reforçam que não foi a flexibilização dos pagamentos que causou corrida às agências e canais de atendimento da CAIXA.

Para garantir o acesso aos benefícios e a integridade física das pessoas, o banco manteve o procedimento de disponibilizar os pagamentos durante o fim de semana, independente da data prevista no calendário de pagamentos.

O banco tem total interesse na apuração dos fatos e reafirma que aguarda as investigações da Polícia Federal em relação a origem dos boatos.

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[ Comentários Polêmicos ]

88 Responses to A coragem de Adriana Lins. Juíza de Cajazeiras é contra o Bolsa Família e diz por que

  1. André Luiz Magri
    São Paulo
    SP
    15/jun/2013
    15h17

    Dra. Adriana, Parabéns pela eloquencia das palavras, Parabéns por expor sua opnião livre e exercer sua cidadania, já que estamos em um País Democrático. Sei que o Bolsa Família até possui aspectos positivos de distribuição de renda e estímulo ao comércio local, mas deixar de ver que essa medida da forma que está sendo empregada não profissionaliza, não estimula e não emprega, é estar cego após a evidência de 10 anos de experiência que deixam claro que o caminho não é esse.
    O que mais gostei em sua explanação foi de não se deixar calar na sua opnião, que como a de qualquer cidadão deve ser respeitada! Parabéns Mesmo! Magri – EMail – Magri@magri.com.br

  2. Luiz Henrique B Trindade
    florianópolis
    SC
    15/jun/2013
    22h19

    Prezada Juíza
    Luiz Henrique Trindade, Florianópolitano, 67 anos, advogado há mais de 40 ano, vem por meio deste Email hipotecar irrestrita solidariedade pelo seu “desabafo” concernente ao “famigerado” Bolsa Família em circulação nas redes sociais. Pena que só nossos “governantes” não vêem. Provavelmente este mesmos que lhe criticaram.
    Fpolis 15 junho 2013

  3. Edison Brito
    SP
    SP
    16/jun/2013
    13h29

    Não ter conhecimento sobre o que se fala é um problema. Pode cair no preconceito puro.
    Leia: Vozes do Bolsa Familia de Pinzani, Alessandro e Rego , Walquiria Domingues Leão – UNESP

  4. Emanuel A de A F Britto
    Taubaté
    SP
    16/jun/2013
    13h46

    Da mesma forma que foi comentado pela Juiza de Cajazeiras, Adriana Lins, minha opinião sempre foi basicamente a mesma e bastante comentada entre meus amigos que são contra ou a favor desse tipo de programa de governo.

    O importante é ressaltar e não, simplesmente, mencionar “… Coragem da Juíza em comentar sobre o Programa denominado “Bolsa Família” da forma como ela comentou objetiva e diretamente; na realidade vivemos em um Regime DEMOCRÁTICO e não em um Regime, denominado, Democrático. E é simples assim mesmo, termos a liberdade de expressar nossas idéias, nossa opinião, nossa maneira de pensar e agir com plena liberdade.
    É importante observar que o citado Programa “Bolsa Família” teve e tem como característica básica, oferecer um valor mínimo para famílias paupérrimas e sem condição financeira nenhuma para sua subsistência. No meu modo de ver, embora sem ter lido o conteúdo do Programa, a ideia básica é interessante, mas sua aplicação é um completo desastre, pois falta, aquilo que chamo de CRITÉRIO para sua aplicação e dessa maneira o resultado a obter e de fato obtido é esse, bagunça, por falta de princípios básicos, critérios e coerência em sua aplicação, pois tem gente oportunista, tirando proveito da situação.
    Os critérios básicos que comento, diz respeito às pessoas a serem abrangidas pelo programa, ou seja, alcançar pessoas pobres de fato, sem recursos financeiros mínimos para sua subsistencia (aquelas que se encontram passando fome e necessidades básicas, entre outros fatos); falta de prazos limites para recebe-los; faltou definir idade de adultos e de crianças incluidas no programa e com definição de prazos mínimos e máximos para sua utilização; faltou saber quem são de fato essas pessoas; faltou definir critérios claros e limites de utilização dos valores para receber a ajuda; Faltou incluir critérios para, pelo menos, definir objetivos claros para iniciar e participar dos princípios Educacionais básicos, ou seja, aprender a ler, escrever e ter um mínimo de escolaridade para poder iniciar e desenvolver seu futuro imediato; faltou amarrar o valor básico do programa com um retorno mínimo que fosse para desenvolver serviços básicos para a comunidade onde se encontra; faltou limitar o nº de pessoas por familia para receber a “bolsa”, evitando dessa forma o que conhecemos em um PAÍS sem EDUCAÇÃO DE BASE, achar que deverá ter mais filhos para receber mais (o que é um completo ABSURDO); OU SEJA, faltou tudo e mais alguma coisa e o resultado final e suas consequências, só poderia ser esse que estamos vendo. Nossa conceito de cultura e a própria cultura, foi desenvolvida de maneira equivocada sem olhar para o futuro do país e o que vemos é isso, falta de coerencia, falta de educação de base, falta de princípios, falta de conhecimento, falta de EDUCAÇÃO, falta de cultura, o que implica em Programas desse nível, sem conceitos, sem princípios e sem respostas objetivas que tragam ou possam trazer resultados promissores para o desenvolvimento do BRASIL como um todo, incluindo o pensamento e a participação de todos nós que amamos e queremos ter um país pleno de sabedoria, inteligencia, conhecimento básico, educação e uma população que consiga ter condições financeiras necessárias para viver e multiplicar esses princípios que deverá tirar esse nosso BRASIL desse impasse que vive desde seu descobrimento.
    O comentário da Juiza está correto e o que não está correto é jogar nosso dinheiro pela janela, mais uma vez, em um programa sem Critérios objetivos. Faço esse comentário, sem levar em consideração somente ações dos governos administrados pelo PT e sim a TODOS os partidos políticos desse nosso país que na prática nunca fizeram nada de coerente, consequente e objetivo (palavras que repeti bastante ao longo desse comentário), visando um Futuro melhor para nossa população no futuro, imediato, a curto, a médio e a longo prazo. É só verificarmos: falta infraestrutura, falta respeito à nossas Instituições de pesquisa, falta aplicação em EDUCAÇÃO básica, falta termos políticas coerente em todas as áreas de nossa economia para conseguirmos ser respeitados, interna e externamente.

  5. Maria Dirma Bononi Francisco
    Sertãozinho
    SP
    16/jun/2013
    21h27

    Parabéns pela clareza e pela coragem de expor suas idéias, das quais comungo plenamente.Essa esmola que se fornece sob o pseudo objetivo de acabar com a pobreza está sim construindo uma geração de pessoas inúteis que equivocadamente preferem colocar mais um filho no mundo visando o recebimento do benefício.

  6. Alci Lins Vieira
    Rio de Janeiro
    RJ
    17/jun/2013
    12h26

    Concordo em número e grau, porque além de ser uma esmola que escraviza, vicia é também um programa de pouca segurança. Existem pessoas, no caso, famílias que têm residência própria, são empregadas, não têm a menor necessidade de receber o benefício e recebem. Parabéns!

  7. Alci Lins Vieira
    Rio de Janeiro
    RJ
    17/jun/2013
    12h37

    Parabéns pela sua opinião. Compartilho com tudo que foi relatado.

    Att,
    Alci

  8. Nilson
    Itabuna
    BA
    17/jun/2013
    12h39

    Muitas vezes as pessoas que ocupam determinados cargos se eximem em dar opinião a respeito de política, visando inclusive se manter blindado, incólume a qualquer ameaça em razão da sua postura. Não foi o caso da Dra. Adriana, muito pelo contrário, ela se valeu, também do cargo para fazer um alerta dos mais importantes e que muita gente gostaria de fazer: Qual o impacto social do Programa Bolsa Família ? Também sou nordestino e sei para que tem servido o Bolsa Família na região. Enquanto a educação não for tratada com seriedade, infelizmente, vamos continuar testemunhando esse “negócio” que é o Bolsa Familia. PARABÉNS a Dra. Adriana.

  9. OSCAR SEBASTIAO VENTRILHO
    RECIFE
    PE
    17/jun/2013
    17h13

    SOU APOSENTADO E TIVE UMA FAZENDA COM A INTENÇÃO DE PRODUZIR UVAS MANGA, CAJU E MARACUJA NO MUNICIPIO DE IPIRANGA (PI) APOS 8 ANOS DE INVESTIMETOS EM 1000 HA ONDE IMPLANTAMOS ENERGIA ELETRICA 15 HA IRRIGADOS E POÇOS ARTEZIANOS CASAS,GALPÕES E TODOS OS RECURSOS TECNICOS E FINANCEIROS DE MAIS DE 1,5 MILHÃO TIVEMOS QUE PARAR PARA NÃO QUEBRAR, POIS OS INDIVIDUOS DA REGIÃO QUE TRABALHAVAM NA FAZENDA ACHAVAM QUE VALIA MAIS A PENA SE INSCREVER NO BOLSA FAMILIA DO QUE TRABALHAR NO CAMPO. COM VARIOS FILHOS CONSEGUIAM SE VIRAR COM BICOS E NÃO QUERIAM MAIS VIVER NO CAMPO, MESMO COM REGISTRO EM CARTEIRA SALARIO ASSEGURADO MATRICULA DOS FILHOS NA ESCOLA. INVESTIMOS 1,5 MILHÃO E SAIMOS COM 400 MIL. E NÃO TEMOS A QUEM RESPONSABILIZAR A NÃO SER A NOS MESMOS…….

  10. Antonio Oliveira
    Salvador
    Ba
    17/jun/2013
    22h51

    Parabenizo a Dra. Adriana pela coragem de expor seu ponto de vista sobre o bolsa família, o país está carente de pessoas assim, falta CARÁTER nos representantes, e um país onde a educação a arte estão jogados para escanteio, dificilmente consiguirá construir alguma coisa, espero que um dia isso mude, acredito muito, mas o processo é longo e difícil precisamos , como cidadãos, nos manifestar desde o esperto que fura a fila na hora de pagar pão , até os espertos que se apropriam da máquina pública e cometem as piores formas de agressão social à nós brasileiros, sou Fisioterapêuta e tenho 40 anos, amo meu país e espero que possamos assumir nosso papel de célula para nos tornarmos um membro e enfim um corpo e assim mudar o lamentavel quadro
    que vejo nesses 40 anos de vida no Brasil.

  11. Luiz Antonio Nogueira
    Anápolis
    Goiás
    18/jun/2013
    14h12

    Tenho 64 anos, auditor fiscal/GO aposentado. Comecei a trabalhar com carteira assinada aos 15 anos, aos 50 aposentei-me, especializei-me e estou no terceiro setor. De forma desenvolvimentista (oposição ao assistencialismo) afinado com a filosofia do idealizador da Fundão João Oliveira do Projeto Vender, sr. João Oliveira, que acreditava que o ser humano é capaz de sonhar e buscar realizar seus sonhos, através do autoconhecimento, comunicação, empreendedorismo e Projeto de Vida. O seu escrito Meritissima é a nossa certeza de que o projeto Vender dá certo, pois trabalhamos com “QUERENTES” (pessoas que buscam se desenvolverem), são poucos, mas tocam e promovem condição para melhorar a qualidade de vida de pessoas.

  12. Nivia Amaral
    Mannheim
    Alemanha
    18/jun/2013
    19h32

    Nao consigo enxergar qualquer ato de coragem desta jóvem mulher! Bem sabemos que Juristas aprendem a defender até o mais atroz dos criminosos. Além disso, quem entende de leis, no Brasil, tem poder e, nao raramente, abusa dele.

    O discurso dela é convincente, mas demonstra uma mesquinhez sem igual.

    Porque ela nao usa suas sábias palavras para desmascarar, ou denunciar os atos obviamente corruptos da família Sarney e Collor de Melo, só a título de exemplo?

    Porque nao houve e nao há discussoes em torno das decisoes
    dos tantos governos neo-liberais, em prol, exclusivamente, das classes média para cima,
    tipo: achatamento do ensino e da saúde pública, para investimentos em escolas, universidades
    particulares hospitais? (Eu vivencei o FHC destruindo os CEFETS, eu vivenciei professores da Universidade
    Federal serem pagos para credenciar universidade particulares). Porque ninguém questina o fato
    de nao existir no Brasil transportes públicos? Alguém parou para pensar, porque nao sao construídas
    ciclovias nas grandes cidades? Porque ninguém questiona, o que os proprietários de empresas de
    onibus estao fazendo com o tremendo lucro que estao tendo? Porque ninguém criticou a privatizacao
    das rodovias? Porque nao se questiona a construcao
    de uma Cidade Administrativa em Belo Horizonte, para abrigar uma cambada de corruptos, enquanto
    o povo vai “se virando” em favelas, já que nao tem a menor condicao de viver no Nordeste, no campo,
    etc. (E todos nós sabemos, que esta falta de condicao está diretamente ligada a falta de vontade política).

    Diante de todos os gastos com estádios, com pagamento absurdo de jogadores de futebol para participar
    nas copas, etc e tal, a Bolsa família é uma ninharia e ela só é criticada por aqueles, que conseguiram,
    de uma forma ou de outra, sobreviver nessa sociedade, que se tornou insensível às tragédias humanas.

    Faco minhas as palavras de Götz Werner: para se querer viver é preciso poder viver e nao apenas sobreviver.

  13. Janeth stela campos
    goiania
    GO
    19/jun/2013
    11h04

    Passo essencial para mudanças sociais:escolas profissionalizantes,acompanhamento de colocação no mercado,cooperativas,sem muito lenga lenga,palavras bonitas,teses….simples,é mãos á obra:governos e sociedade coletiva.

  14. odair
    saõ paulo
    sp
    19/jun/2013
    18h04

    Dra. Adriana, parabéns pelo seu gesto de coragem, falando simplismente a verdade .

  15. lais baptista silva
    S.Paulo
    SP
    20/jun/2013
    20h01

    Gostaria de ver Adrianas Reis espalhadas pelo Brasil inteiro. Concordo plenamente com sua opinião. Era o que dizia Ruth Cardoso, esposa do Fernando Henrique. Infelizmente o Bolsa Familia gera votos … Por isso sou totalmente a favor do voto não obrigatório.

    Oxalá tivésemos Adrianas Reis espalhadas pelo Brasil todo!!!!! Escreveu exatamente meu sentimento em relação ao Bolsa Família e a todas as outras “bolsas” que só tem
    um objetivo, como bem disse a Dra. Adriana: escravizar…

  16. vania maria zanpier lacerda
    belo horizonte
    MG
    21/jun/2013
    01h47

    Excelente!!! Se cada um de nós fizéssemos nossa parte, talvez, hoje, o país estaria melhor! Parabéns Dra Adriana! Cada vez admiro mais as mulheres corajosas como V.Sa.
    Conheço pessoas que deixaram de trabalhar, por receber a bolsa-esmola. Inacreditável, mas faltam a elas a educação e clareza suficiente, para entender uqe bolsa família não é trabalho! Lamentável…

  17. Fernandes
    Rio de Janeiro
    Rio de Janeiro
    21/jun/2013
    12h20

    Parabenizo a Ilustre Magistrada pela coragem do enfrentamento do eleitoreiro tema. Sou advogado a longso 33 anos, e tenho inteligência idêntica, que somente com políticas sociais mais autenticas, que promovam enriquecimento de cultura e educação, poderemos melhorar a qualidade de vida destes nossos irmãos mais humildes, sem que seja necessário a perpetuação deste benefício que nada melhoram suas condições, tão somente na certeza do voto, o que na verdade perpetuam os políticos que deles esperam. parabéns

  18. Conceição S.C.Nascimento
    Boa Vista.
    RR.
    22/jun/2013
    15h30

    Dra Adriana Lins .
    Estou de pleno acordo com a sua maneira de pensar. Realmente, o Bolsa Família não dignifica a pessoa e sim, escraviza… Mas, será que não é esse o objetivo?
    Parabéns! Pela sinceridade e coragem de falar a verdade. Tudo o que falou, é a expressão da verdade. Aplausos!…

  19. Liduína Matos
    Fortaleza
    CE
    22/jun/2013
    20h04

    Querida Nívia Amaral, a resposta para todas as suas perguntas está exatamente onde a Dra. Adriana expôs, o governo somente promove políticas públicas ineficientes e que dá votos nas Eleições e permanece a maioria da população sem saber ler nem escrever e, sem educação, o povo não trabalha (vive de migalhas), não reinvidica seus direitos, não tem dignidade, cidadania.
    Parabéns Dra. Adriana ,pela belíssima exposição e que Deus te proteja.

  20. JACQUELINE FERNANDES CAVALCANTE
    Fortaleza
    Ce.
    23/jun/2013
    13h04

    Excelência, parbéns, até que enfim vejo algém que pensa igual a mim, não é R$ 130,00 que vai acabar com a miséria do nosso país, acredito sim na força do trabalho, porque os governantes não investem em frentes de trabalho?, capacita essa mão-de-obra ociosa ao invés de mal acostumar o jovem a ter averso ao trabalho? Faltam Políticos que realmente queiram empenhar-se nas causas necessárias das Políticas Públicas, o Brasil não vai crescer se continuarmos com essa Política Mediocre de UM Cala Boca de uma Ração de um “Bolsa Família” que na grande maioria das vezes têm outros destinos sim, que só não é ir para mesa de quem está com fome, que nós todos sabemos. Espero que outras pessoas já comecem a ver e querer que o nosso país caminhe para o progresso e não para o atraso. Parabéns Dra. Adriana o Brasil pecisa sim de gente como você, estamos na democrácia e não podemos calar com o que não está correto.

  21. Giuseppe Bezzi
    São Paulo
    SP
    24/jun/2013
    10h43

    Prezada Juiza Adriana, o sistema usado atualmente para deixar a população satisfeita não é um invento moderno, pois os governantes da antiga Roma, há mais de 2000 anos, já diziam que o povo precisa de “Pane et Circensis”, Pão e Circo, ou seja, agora, para nos, “bolsa família e futebol”. O truque é antigo, mas não dura para sempre, pois os romanos já acordaram e aqui parece que estamos a caminho.
    Congratulações e boa sorte,
    Giuseppe Bezzi

  22. Fabio Olho
    Santo André
    S. Paulo
    24/jun/2013
    13h05

    Lamentavelmente se perdeu nas palavras, Não entende de Justiça social e nem de igualdade social, infelizmente quem se defende é porque deve.

  23. HARRY FRANÇÓIA
    Curitiba
    PR
    24/jun/2013
    16h16

    Toda razão à Magistrada. E mais, se apenas 6% da população está desempregada porque ainda existe o Bolsa Esmola ? Será que o quebra-pau nas manifestações, a grosso modo sou contra, tem apenas o sentido de protestar ? Ao que sei, a ajuda era somente para a absoluta mesmo, não para os que tem algum tipo de emprego. Oras, se o Governo Federal mantém a esmola ainda, é porque está comprando voto. Seria razoável que os beneficiados destas ajudas de pura solidariedade não pudessem votar. E são essas pessoas que são manipuladas pela PeTezada para se manter no Poder. Não consigo acreditar que o eleitor brasileiro se venda por pouco mais de cem reais por mês. Sou favorável que o nordestino do interior ou não, que precise mesmo, que perdeu suas lavouras pela seca incandescente, que está enfermo já que não lhe foi dada a chance de saúde, enfim, seja ele um brasileiro necessitado, receba uma ajuda por tempo determinado, mas não por toda a vida, o que cria, nas palavras da Digna Magistrada, uma camada da sociedade inútil e sem perspectiva para a vida.

  24. Sérgio Fraga
    Cuiabá
    MT
    25/jun/2013
    10h50

    Prezada Magistrada. Agradeço a Deus pelo dom da sua vida e pela sua coragem. As pessoas de bem que amam o nosso Brasil e o nosso povo tem que se manifestar e lutar pelas mudanças que a nossa nação brasileira merece. Conte com a minha adesão nesta luta por um Brasil que seja motivo de orgulho ser brasileiro.

  25. Leonildo Souza
    Baueri
    SP
    28/jun/2013
    21h53

    Exma. Sra. Juíza, Dra. Adriana Lins de Oliveira Bezerra, este nome tem que ser exemplo, por isso cito-o completo, em sinal de respeito e admiração. Recebi um e-mail de uma colega de trabalho, o encaminhei ao meu e-mail pessoal, pois algo me chamou a atenção e não tinha o devido tempo para ler a matéria em meu local de trabalho, como também não seria justo com quem paga meu salário, o povo brasileiro, pois trabalho em uma empresa pública, da qual me reservo o direito de não cita-la. Esta minha decisão valeu a pena! Valeu a pena, pois restam pessoas dignas neste país como vossa excelência e que não temem se expor e mostrar a cara! Também me permito ser um exemplo, pois iniciei no mercado no dia 23 de abril de 1973, numa empresa privada, data que jamais esqueço e sabe por quê? Por que tive que com essa idade tomar uma decisão, estudar ou trabalhar, Decidi trabalhar para ajudar minha família. Bem, nascido em nov/1958 dá para saber minha idade naquela ocasião. Dessa época para cá nunca mais parei de trabalhar, e por muito empenho retomei meus estudos, contra meu chefe que não permitia saída no meu horário, pois a empresa necessita de trabalhos em regime de horas extras, Veja só, década de 70! Ditadura militar. Qual programa assistencialista havia? Não me recordo. Hoje, graças ao meu bom Deus e meu esforço sou o único filho de uma família de 11 irmãos com ensino superior. Nunca precisamos de nenhum Bolsa sei lá do que para nos mantermos, Em nossa mesa nunca faltou, mas como vossa excelência nunca sobrou. Fico triste quando vejo programas como Minha Casa Minha Vida e agora esse outro complemento o Viva Melhor, acho que é este o nome. Igualmente ao Bolsa Família, são programas eleitoreiros. Daí me pergunto: será que os magistrados, ministros do Supremo, OAB etc. não podem fazer nada? Será que em nossa legislação não há nada que impeça os mal governantes de se aproveitar dos mais necessitados, menos esclarecidos? Como podem descaradamente se aproveitar da situação e saírem ilesos , as vezes como heróis. Onde está o ex.presidente Sr Luis Inácio Lula da Silva nesse momento em que o povo sai as ruas, os bem intencionados, obviamente, e ele não dá seu apoio à causa ou que seja, à presidenta? Se blindar, claro. Será ele candidato nas próximas eleições? Qual será o projeto desta vez? Quero finalizar deixando meu abraço e minha admiração pela sua atitude! Louvável. Gostaria que muitos outros magistrados viessem a público e engrossasse o coro! Deus proteja nosso pais e nosso povo! Um forte abraço e continue nessa toada:
    “Seu Doutor uma esmola para o homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão…”.

  26. paulo henrique ngueira lopes
    Palmrira dos Índios
    AL
    29/jun/2013
    09h52

    ô Nivea Amaral, fica por aí mesmo, fica.

  27. Bene
    Cuiabá
    MT
    01/jul/2013
    03h03

    “PARABÉNS JUÍZA”.

    Pelo que entendi, pelo seus princípios deveríamos deixar aqueles miseráveis morrer de fome.

  28. HAMILTON AMORIM
    SALVADOR
    BAHIA
    02/jul/2013
    08h47

    ESAT DE PARABENS PESSOAS COMO A SENHORA ME REPRESENTA E MUITO BVEM,O BRASIL SIM PRECISA DA SENHORA COM A DE JOAQUIM BARBOSA SEM PARTIDO MAIS CONSINTE NO QUE ESCREVE UMA VERDADEIRA ESCRITA DA REALIDADE BRASILEIRA DO GOVERNO FACISTA QUE SE INSTALOU QUE COM CERTEZA NAO SERA PARA SEMPRE E A MUDANÇA ESTA MAIS PROXIMA DO QUE ESPERAVAMOS DE TANTA INTOLERANCIA O POVO JA ESTA A DIZER BASTA

  29. M. Edna Folha
    São Paulo
    SP
    02/jul/2013
    12h07

    A música do site abaixo tem basicamente, a mesma visão da Juiza Adriana, só que
    cantada e com uma pitada de humor!..Até acho que podemos ajudar as pessoas, mas é preciso que retribuam de alguma forma, por exemplo c/ trabalho voluntário em creches e escolas (+-3hs/semana), ser obrigatório fazer curso como condição p/ receber o benefício, entim, que dê mecanismos p/ que a pessoa avance, cresça, seja útil e não se torne escrava e dependente do benefício. Da forma que está desmotiva as pessoas que trabalham e se esforçam! Passam a achar que e melhor fazer nada!
    http://mais.uol.com.br/view/e8h4xmy8lnu8/pt-censura-musica-no-carnaval-de-recife-04029B3468C8C13326?types=A

  30. ESDRAS DE OLIVEIRA PEREIRA
    AQUIDABÃ
    Sergipe
    03/jul/2013
    20h02

    INFELIZMENTE, A ARMA DE POLÍTICOS HIPÓCRITAS E INCAPAZES É DESTRUIR O DINHEIRO DA NAÇÃO COM AÇÕES DEMAGÓGICAS E POPULISTAS (A EXEMPLO DO BOLSA FOME, BOLSA MISÉRIA) AO INVÉS DE PROMOVER A EMANCIPAÇÃO DOS CIDADÃOS ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE PARA QUE TENHAM CAPACIDADE DE BUSCAREM SEU FUTURO COM SEUS PRÓPRIOS ESFORÇOS E CAPACIDADE. PELO FIM DO FAMIGERADO E ESCRAVIZANTE BOLSA “FAMÍLIA” (BOLSA PREGUIÇA E TANTOS OUTROS TERMOS PARA DESIGNÁ-LO).

  31. jailton chaves da silva
    João Pessoa
    PB
    04/jul/2013
    23h58

    O governo e mandato do Luiz Inácio foi última esperança, simbolicamente, verdadeira última “pá de cal” nas crenças da sociedade em dias melhores. O que se vê, é que “nunca antes” nesse “país”, existiu e existirá governo tão corrupto, nefasto, fascista, forjado nos porões do sindicalismo pelego, que foi dois primeiros governos do pernambucano e o terceiro mandato, o governo de Dilma! Pegaram, o programa de vale gás do FHC e o transformaram, com o apoio do outro “coronel do Maranhão”, além é claro do Coronel das Alagoas, Renam, é claro, em compra descarada dos votos dos bolsões de miseráveis do Brasil a fora!
    Agora, o tecido social via gritas das ruas tende se desfazer! O que necessitamos, além da inteligência, coragem e determinação da Dra Adriana Lins, que critica programa de compra de votos do Governo central é uma “Revolução Francesa”, que coloque na guilhotina essa camarada-da do “PT”, partido da perda total, e que se faça uma grande faxina política para exterminar os sague-sugas do povo Brasileiro tão carente de governantes honestos, probo que confira uma ar de honestidade! Parabéns pela coragem e lucidez política, Dra. Adriana Lins, tão raro atualmente.
    Jailton Chaves da Silva, Advogado. JPA, 04/07/2013.

  32. Jaime Pedro Folster
    Florianópolis
    SC
    05/jul/2013
    19h11

    A Dra. Juíza tem toda ração em seus comentários, assim como todos os que criticam o programa bolsa família. Tenho percebido que a maioria das pessoas adoram criticar. Há pessoas que criticam simplesmente por criticar, sem conhecer os fatos, são os do contra, e pronto. Com base naquilo que conhecem, emitem suas opiniões e fazem disso uma verdade. Uma boa leitura deve ser feita no recente livro da socióloga Walquiria Leão Rego, que escreveu, com o filósofo italiano Alessandro Pinzani, “Vozes do Bolsa Família” (Editora Unesp, 248 págs.). Ali, com base em dados concretos, pode-se avaliar o que de concreto muda com uma politica pública como essa. É ouvindo as pessoas que são diretamente afetadas com o programa que se poderá avaliar a eficácia do programa e, a partir daí os agentes públicos tomarem suas decisões. Faço um desafio a todos os dos contra, de fazer uma pesquisa decente e publicar o resultado para poder confrontar. Nesse tom de criticarmos tudo (sem a devida analise) concluímos que os programas devem acabar. Assim, acabamos com o bolsa família, com o SUS, com o Luz para todos… Porque não usamos o nosso censo tão crítico para buscar melhorarias daquilo que criticamos? Se a ONU elogia tanto um programa como o Bolsa família, então algo de bom deve ter! Então porque não concentrar esforço para melhorar? Como?. Ora, vivemos num país democrático, mas parece que a nossa responsabilidade é de apenas eleger os políticos. Sabemos que vai além disso. Será que os do contra, já se questionaram que podem ir na prefeitura de sua cidade e verificar se as pessoas que estão recebendo o Bolsa Família, estão em seu direito de recebe-lo?! Não fomos para as ruas para protestar? E o que de concreto estamos fazendo? Concordo com as críticas ao Programa, em especial as do Sr. Emanuel Britto – Taubaté, mas concluo que é um programa que vale a pena continuar. Pela primeira vez no Brasil temos uma política pública concreta (e não apenas um programa assistencialista que tanto criticamos!). Uma política pública alicerçada em um tripé: assistência, educação/saúde, econômica. Ou seja, as famílias recebem o bolsa família, se comprometem em melhorias para a sua família, crescem e podem se desenvolver economicamente. Temos pela primeira vez no Brasil uma política de MICROCREDITO, que dá oportunidade (crédito $) para as pessoas ganharem seu próprio sustento. Essa política publica existe (SÓ) por 10 anos, e já se comprova sua eficácia; contra mais de quinhentos anos de submissão. Será que dez anos é tanto tempo assim, que não valeu a pena ter investido em um programa como esse? Quem pode responder a essa minha indagação são os quase (ou serão mais?) de quarenta milhões de BRASILEIROS que o bolsa família ajudou a tirar da faixa da pobreza.

  33. valderez sokal
    brasilia
    df
    06/jul/2013
    15h41

    Parabéns, Juíza!
    Essa onda de protestos que tivemos agora há pouco deveria ser dirigida à esse programa que crias uma país de zumbis. As suas palavras refletem o pensamento de muitos cidadão sensatos, que não tendo o peso da sua palavra, de nada adianta falar. Esperamos que os

  34. valderez sokal
    brasilia
    df
    06/jul/2013
    15h45

    governantes parem de manter os cidadãos incautos na pior po
    breza que existe: a de espirito. Que parem de manter o cidadão na miséria e na pobreza debaixo do rótulo de “socialismo”, “inclusão social”, etc. PARABÉNS, não só pela coragem mas, e principalmente pela sensatez das palavras!!!!! que mqais vozes se unam às nossas!.

  35. valderez sokal
    brasilia
    df
    06/jul/2013
    15h55

    ouví uma proposta como nenhuma outra e, que em que pese ser direito constitucional o direito à voto, “qualquer um que receba do governo qualquer tipo de ajuda, subsídio, bolsa ou seja lá o que for terá seu título de eleitor suspenso até que cesse o benefício.” Certamente, acabaria com essa farra dos governantes de se elegerem com o voto do populismo. pensem nisso e espalhem a idéia, quem sabe nosso país passará a ser verdadeiramente SÉRIO!!!!!

  36. Andrea Guerra
    08/jul/2013
    11h47

    Parabéns Adriana pela sua coragem… coragem??? sim…pois no País em que vivemos, embora não pareça, precisamos ter coragem pra expressarmos nossa opinião… independentemente se juízes ou apenas cidadãos… Já ouvi vários comentários de pessoas que não querem mais trabalhar em razão dos tantos “benefícios” que lhe tem sido concedidos… e Isso é bom?? creio que não… mas, também, que fique claro: é uma opinião que, como toda, merece ser respeitada…. Andrea Guerra -RJ.

  37. Jaime Pedro Folster
    Florianopolis
    SC
    09/jul/2013
    18h44

    Bem provável (para a Dra. Juiza, e demais que apenas criticam o Bolsa Familia) que fazem isso por 1) desconhecem o programa: criticam sem saber o que efetivamente estão falando; 2) terem salário bem superiores, que com eles possam viver dignamente (lógico, pelo esforço de seu trabalho); 3) não conhecerem pessoas que estão no programa e que efetivamte precisam (existem pessoas recebendo que não deveriam receber). Ora, o programa precisa ser melhorado, em muito; e isso é isso que nós, brasileiros que querem um país melhor, devemos fazer. Porque a Dra. Juiza, e demais, não mandam suas contrubições (SNAS) para melhorar o programa. Ou melhor, porque a Dra. Juiza não se utiliza de seu prestigioso “poder” para exigir dos governantes melhorias no programa, ao inves de ficar simplesmente criticando?

  38. Antônio Brito
    Cacoal
    RO
    13/jul/2013
    15h23

    Concordo plenamente com a meritíssima juíza, é um programa de capitação de votos, que nada contribui para os usuários. Apenas escravizam e vicia o homem, tornando preguiçoso e sem nenhuma capacitação técnica. Mais isso, é normal em países onde o catolicismo é maioria.

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A coragem de Adriana Lins. Juíza de Cajazeiras é contra o Bolsa Família e diz por que | Polêmica Paraíba.

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