EM REDAÇÃO, POSITIVISMO E NEGATIVISMO

POSITIVISMO E NEGATIVISMO No vestibular de uma universidade privada, desses em que se agenda para se fazer uma redação, que é a única exigência como prova de seleção, para se conseguir uma vaga, o assunto, nada mais que atual, sobre internet, seus pontos positivos e negativos. Tudo bem, falar de internet e seus pontos, é fácil. O difícil foi resumir em 20 a 30 linhas, um assunto tão extenso e interessante. Falar sobre pedofilia, apologias a, e crimes como racismo, e gênero, também é fácil. Mas como se falar em positividades e negatividades desses assuntos em tão poucas linhas? Porque a pedofilia está praticamente banida em se tratando de redes sociais, essa é a verdade. Há casos inclusive, em que participantes até repreendem outros que costumam e gostam de postar fotos de crianças, o que é um atrativo para doentes conhecidos como pedófilos. Sim, porque pedófilos são pessoas com um grave desvio comportamental e de caráter. Isso caracteriza uma doença, porém, não é conveniente tratar desse assunto extenso, quando há poucas linhas disponíveis. Resumindo, toda e qualquer manifestação pedófila é sempre denunciada, tão logo se apresente ou seja constatada numa página de alguma rede. Os casos de racismo já são mais velados, isso porque há leis que reprimem tal tipo de crime, poucos se limitam a uma ofensa mais direta e logo há argumentações de que não se trata de apologia ou ofensa, e nesses casos como em outros, apela-se para o direito constitucional expresso no artigo quinto, da liberdade de expressão. O de gênero, só mesmo nas redes, a título de humor. Há postagens com imagens recentes do deputado evangélico, autor da famosa “cura gay”, onde as pessoas manifestam seu repúdio através de fotos e frases cômicas. Onde o polêmico deputado é retratado de várias formas e ditos engraçados. A aceitação do homossexual ou da sua condição, apesar de muitos torcerem o nariz, aqueles que são contrários a aprovação de leis beneficiárias às reivindicações dos mesmos, apesar de não unânime, pelo menos parece estar havendo uma tolerância significativa. Afinal, se todos são iguais perante a lei, não há porque se restringir o direito aqueles que, embora considerados minoria em algumas esferas, são seres humanos e cidadãos em iguais condições com os considerados normais. Trabalham, estudam, pagam seus impostos, respondem igualmente por seus atos, lícitos e/ou ilícitos e são penalizados nos rigores da lei, sem privilégios. É verdade que ainda há uma certa tendência a discriminalização, mas não a nível de certos grupos ou minorias se sentirem prejudicados ou tão discriminados e desfavorecidos que, por qualquer fato mínimo, coisas corriqueiras que possam ser solucionadas com bom senso e um bom diálogo, logo se manifestem efusivamente. O pior são as interpretações de fatos e ações, palavras ditas de forma a serem interpretadas como caluniosas, injuriosas ou difamatórias, muitas das vezes não o são. Mas há como se fazer uma retratação pois, em determinados momentos de estresse, ou irritação por algum motivo, as palavras podem ter conotações e tomar formatos diversos, porque normalmente o ser humano, em uma situação dessas, pode perder ou melhor, ter um descontrole emocional causado por várias situações e, aí sim, proferir impropérios que possam ser tomados como ofensas. Quando na verdade não o são. Na atual conjuntura, tem-se de avaliar e analisar os contextos para se chegar a uma conclusão lógica. Conclusões precipitadas podem levar a um mal julgamento, e trazer sérias consequências às partes envolvidas. E retornando à redação, que nada mais é que um exercício não só de língua portuguesa, mas uma forma de se aprimorar a atividade mental, pois exige muito ou pouco tempo em pesquisas ou leituras proveitosas de diversos assuntos, interessantes ou não, afim de se formar um acervo consistente para ser usado em ocasião específica. A busca pelo conhecimento capacita o cérebro a memorizar todo e qualquer tipo de informação útil ou não. Em tempos passados, precisamente uns quarenta anos, a qualidade do ensino era bem maior, havia nas salas de aula um interesse ou obrigação do docente em testar o que o aluno havia aprendido em determinado espaço de tempo, e esses testes, por mais enfadonho que pudessem parecer, capacitavam os discentes. Eram os chamados ditados. O ou a professora ditava palavras, inicialmente fáceis e dificultando depois, e os alunos deveriam escreve-las, sem “colar”. Ao final, corrigia-se cada caderno e assim, as crianças iam memorizando, além das regrinhas básicas como: antes de “b” e “p” usa-se “m”. As redações eram aplicadas, nem sempre valendo pontos mas às vezes até serviam como complemento para melhorar resultados obtidos em provas. Com as diversas reformas do ensino durante os anos seguintes, a qualidade caiu. O aprendizado enfraqueceu. Certa vez, observando o caderno de uma colega enquanto a mesma estudava durante uma folga no trabalho, vi vários erros de ortografia, não talvez pela pressa dela em copiar a matéria durante a aula, mas pela qualidade do ensino que a mesma recebera. Pude observar muitos erros de portugues, os quais não comentei, e não seria de bom tom corrigir uma universitária de terceiro ano ou quinto ou sexto período, de um curso de Letras. Aliás, nem professor sou para questionar ou corrigir alguém. Assim como se tem visto nos exames de Enem e vestibulares Brasil afora. Não só a displicência ou até mesmo indolência em articular um texto seriamente relativo ao proposto. Mas uma total falta de responsabilidade do examinando quanto do avaliador, que ainda confere um grau médio a uma aberração literária. Talvez a avaliação relativa tenha sido devido ao mérito da espirituosidade e comicidade, porém, mesmo desatentamente, não se pode aceitar tal comodismo e irreverência, é irrelevante. Em uma redação ou mesmo em qualquer texto que se redija, há que se ter extrema atenção ao que está sendo solicitado. À interpretação do enunciado deve-se ter extrema atenção, para que se conduza o texto dentro do que se propõe. Muitas vezes por desatenção, desvia-se do sentido do que foi proposto. E quanto aos negativismos, não há mesmo muito o que se dizer pois, os participantes no geral, estão mais conscientes e despertos quanto aos fatos, rejeitando tudo aquilo que fere a moral e os bons princípios. Em certas questões prevalece o bom humor, em outras, repreensões diretas ou indiretas. Na apologia as drogas, comentários repressivos porque parece haver um consenso geral. O usuário, ou o adepto ou simpatizante até tem o direito de se expressar mas não de fazer a apologia. Afinal, a droga é uma droga mesmo e não leva a lugar nenhum. No mais, a internet evoluiu e continuará evoluindo, só não se pode prever os rumos futuros. Aonde chegarão os seus positivismos e negativismos. E por falar em apologia, uma matéria que parece um absurdo: “SÃO PAULO – Enquanto o Brasil acompanha a Copa das Confederações, o Uruguai promove o Copa da Maconha, um campeonato internacional para selecionar a melhor maconha produzida no mundo. O vencedor da ‘Cannabis Cup’, que já está na sua segunda edição, foi um argentino, que produz um tipo de maconha denominado ‘manu’. Este ano, 114 produtores se inscreveram para a disputa. Droga é assunto de saúde, não de polícia, diz Marcelo D2 -Ao ser entrevistado por Marília Gabriela no “De frente Com Gabi”, Marcelo D2, 45, falou sobre o polêmico assunto da liberação da maconha, que para ele é apenas uma questão e tempo até que seja descriminalizada. “Cansei de usar [maconha]. Eu fumo até hoje, mas menos. A legalização é uma questão de ‘quando’, não de ‘sim’ ou ‘não’. Droga é assunto de saúde, não de polícia”, disse. Esse é o resultado ou melhor, a realidade do ensino atualmente: “Estadao @Estadao -EDUCAÇÃO: maioria dos alunos na 3ª série mal sabe ler e escrever, aponta estudo. migre.me/fbhON” http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,copa-da-maconha-termina-com-vitoria-da-argentina,157798,0.htm http://f5.folha.uol.com.br/televisao/2013/06/1302374-droga-e-assunto-de-saude-nao-de-policia-diz-marcelo-d2.shtml

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