TOMATE, O VILÃO DA VEZ!

imagesSOBRE O TOMATE, (ANTES, FOI O “XUXU”) O VILÃO DA VEZ!
Fazem alguns anos, ou melhor, algumas décadas, o Xuxu (eu sei que a grafia certa é chuchu mas, gosto da letra x e da palavra grafada com a mesma) foi o vilão da história ou o vilão da vez. Não entendi o porquê? Procurando na wikipédia, encontrei alguma coisa acerca desse -na minha opinião e gosto -não tão apreciado vegetal, que diz o seguinte: O chuchu (Sechium edule) é uma hortaliça-fruto, ou seja, um vegetal da categoria dos frutos; também é conhecido como machucho, caiota (Açores) ou pimpinela (ilha da Madeira). Existe em abundância na ilha da Madeira, principalmente junto aos cursos de água (ribeiras e nascentes). Em países latinos é conhecido como Chayote, enquanto em países de língua inglesa é conhecido por christophene, vegetable pear, mirliton, choko, starprecianté, citrayota, chow chow (India) or pear squash. Apesar de ser uma hortaliça, ou seja, poder ser cultivada na horta caseira, é considerada um fruto, tal como o tomate (devido ao fato de suas sementes estarem dentro, resultado da fecundação do óvulo da flor, envolvidas pela parte comestível). Não recordo mas acho que foi durante o regime militar conhecido como ditadura(1964-1985). Sobre esse assunto que não recordo o autor e o livro em questão em que era abordado o chuchu como o vilão. (Veja mais no * abaixo).
Hoje, as cores do vilão tomaram nova tonalidade e parece que já estão mudando novamente pois, o vilão em questão, que agora assume a sua vilania, tem tom sanguino, o tomate: O tomate é o fruto do tomateiro (Solanum lycopersicum; Solanaceae). De sua família, fazem também parte as berinjelas, as pimentas e os pimentões, além de algumas espécies não comestíveis.
De um blog na internet: “Nada falta acontecer num país em que o tomate – que é uma fruta – lidera o ranking de aumentos escorchantes no item hortaliças e leguminosas. Só isso já é piada pronta. O riso vem porque, como todos estamos carecas de saber, o brasileiro vive às gargalhadas, é o povo mais sem noção do mundo e tudo atura desde que não lhe tirem o direito de gozar. Tem sido um assunto essa história do tomate. Muito justo, aliás. O tomate é item essencial, não é como o insosso chuchu que foi o vilão maior durante os piores anos da inflação por aqui. Aquela mesma inflação que acreditávamos banida para todo o sempre.”
INFLAÇÃO: -“Inflação do chuchu agora é coisa séria. Legumes e hortaliças já subiram 30,14% nos dois primeiros meses do ano; no acumulado dos últimos 12 meses, que vai de março de 2012 a fevereiro de 2013, os preços das hortaliças e legumes subiram 74,82%, enquanto a inflação média acumulada pelo IPC no período que foi 1,28%. O tomate foi o que apresentou maior alta, com 50,21% de aumento desde o início do ano, segundo o IPC-M que compõe o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M).”
* (Apontado como o vilão da inflação há 34 anos, pelo então ministro da Fazenda Mario Henrique Simonsen{Em 1977, Mário Henrique Simonsen, expurgou do cálculo do custo de vida o preço do chuchu, por considerar que tinha um peso desproporcional na composição do índice que media a inflação, já que se deduzia que poucas pessoas gostavam do vegetal e, portanto, uma pequena parcela dos consumidores era afetada pela alta.}, o chuchu voltou a pesar em janeiro deste ano no custo de vida do brasileiro medido por vários indicadores de preço. Na inflação oficial, o IPCA, o preço do chuchu subiu 88,12%. Pelo Índice de Custo de Vida do Dieese, o legume ficou 35,6% mais caro no mês passado, refletindo as elevações de preços no atacado.)
É uma pena não se poder falar muito pois, muito já foi falado, debatido, xingado, lamentado sobre o tema, inclusive nas redes sociais. Então, o que mais possa ser dito resultará em redundância. Analisando-se de outro ponto de vista, sem querer ser redundante também, é sabido e supõe-se mesmo que tudo que está acontecendo cabe exclusivamente ao governo, a improbidade, a péssima administração, enfim, a cúpula que se travestiu de defensores dos fracos (pobres) e oprimidos, galgou os degraus abonados pelos crédulos e entorpecidos entes, já descrentes, que neles depositaram sua fé e esperança de mudanças e melhoramentos no seio e nos negócios políticos e hoje, ludibriados que foram, sentem-se, não supostamente ou presumivelmente, como um barco à deriva, a espera do naufrágio iminente. Essa derrocada não estava sendo aguardada e nem ansiosamente por quem de direito, enquanto se regozijava o fim da dívida externa, não se atentou para outros fatos recorrentes. Foi como na década de 1970, enquanto a seleção brasileira conquistava o tricampeonato mundial de futebol no México e, a nação entorpecida só exitava, exultava e exaltava aquela memorável façanha, a repressão nos bastidores fustigava supostos “criminosos”, inimigos do regime vigente.
De repente, entram em cena novos atores com a finalidade de polemizarem e desviarem a atenção da platéia. Tudo orquestrado convenientemente, a platéia assiste impassível, protestos ecoam pela internet, nos sites como facebook, twitter, etc. Nesse momento, talvez muitos ou todos sintam-se envergonhados de serem brasileiros. A coisa toda descontrolou-se, parece aquele filme “Incontrolável” em que, um trem segue seu rumo sem poder ser contido por falta de freios, o que evidentemente e consequentemente o levará a um desastre fatal. O confronto entre religião e opção não levará a lugar algum. Leis existem para serem cumpridas. Quem se sentir prejudicado que recorra aos meios legais para se defender mas, não é isso que parece. Tem-se a impressão de um teatro armado com a intenção de desviar as atenções. E, é. Um garotinho bate o pezinho e diz que só sai de cena se os outros coleguinhas, que infringiram as regras, e foram penalizados, também forem colocados pra fora de sala. E, nessa infantilidade(criancice, babaquice, tolice, idiotice) toda, esqueceram-se de outros visados anteriormente. E assim anda a política nacional. Sem fichas limpas, sem moral, sem eira nem beira. Até o desastre total que, de repente, pode ser uma virada de mesa semelhante a de 1964. E, depois ninguém reclame.
A REALIDADE: “(David Ribeiro, gerente-geral da Elo Fruti, atacadista de legumes e verduras da Ceagesp) Ribeiro explica que, normalmente, ocorre o replantio da lavoura em janeiro e fevereiro e, por isso, a oferta diminui. Neste ano, no entanto, os produtores de chuchu perceberam que o mercado consumidor está aquecido, especialmente pelo consumo em grande escala do legume por cozinhas industriais. Por isso, decidiram reduzir o plantio do produto para manter os preços artificialmente elevados e num mesmo patamar. Além disso, quando o produtor se viu pressionado pela elevação de outros custos, como preços de fertilizantes, do óleo diesel e da mão de obra, por exemplo, a estratégia dos agricultores foi a de “forçar os preços de venda”, afirma Ribeiro.”
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,vilao-da-inflacao-no-passado-preco-do-chuchu-quase-dobrou,676949,0.htm
http://www.annaramalho.com.br/news/cronica-da-semana/12651-sua-excelencia-o-tomate.html
http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/reminiscencias-da-inflacao-do-chuchu_94856.html
http://www.mundopositivo.com.br/noticias/economia/20142545-inflacao_do_chuchu_agora_e_coisa_seria.html

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